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De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo (9,3%) e o segundo maior das Américas em depressão (5,8%). A saúde mental representa mais de 1/3 da incapacidade total no mundo, com transtornos depressivos e ansiosos como maiores causas – os quais respondem, respectivamente, pela 5ª e 6ª causas de anos de vida vividos com incapacidade no Brasil. Ainda segundo a OPAS, entre 35% e 50% das pessoas com transtornos mentais em países de alta renda não recebem tratamento adequado e, nos países de baixa e média renda, o percentual é ainda maior, ficando entre 76% e 85%.

Por isso, janeiro é o mês dedicado à conscientização a respeito da saúde mental, cada vez mais reconhecida como uma prioridade global de saúde e desenvolvimento econômico. Mauro J. Silva Junior, médico e fundador da Truvio, healthtech especializada em medicina preventiva destaca alguns cuidados que podem ajudar a manter a qualidade da sua saúde mental.


De acordo com ele, devemos levar em conta uma somatória de fatores como qualidade na alimentação, sono, prática de exercícios físicos, controle do estresse, além de manter em as emoções em equilíbrio”Seja em casa, no trabalho ou nas situações corriqueiras do dia a dia. Corpo e mente precisam caminhar juntos. Não existe saúde de um sem a saúde do outro”, explica.
A Organização Pan Americana da Saúde diz que “existem diversos transtornos mentais, com apresentações diferentes''. Eles geralmente são caracterizados por uma combinação de pensamentos, percepções, emoções e comportamentos anormais, que também podem afetar as relações com outras pessoas.

“Entre os transtornos mentais, estão a depressão, o transtorno afetivo bipolar, a esquizofrenia e outras psicoses, demência, deficiência intelectual e transtornos de desenvolvimento, incluindo o autismo. Existem estratégias eficazes para a prevenção de transtornos mentais como a depressão e tratamentos eficazes para os transtornos mentais e maneiras de aliviar o sofrimento causado por eles”, diz a entidade.

O acesso aos cuidados de saúde e aos serviços sociais capazes de proporcionar tratamento e apoio social é fundamental. “A carga dos transtornos mentais continua crescendo, com impactos significativos sobre a saúde e as principais consequências sociais, de direitos humanos e econômicas em todos os países do mundo”.

Um outro problema que tem afetado muita gente é a Síndrome de Burnout. O Ministério da Saúde diz que a Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.
O órgão explica que a principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. “Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros”.

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A saúde mental também causa reflexos no desenvolvimento econômico, sendo a segunda causa de afastamento laboral, gerando ainda grande estigma pessoal de incapacidade – especialmente com o advento da pandemia do novo Coronavírus.

E quando se tem um funcionário saudável as faltas no trabalho diminuem, a produtividade aumenta, a rotatividade diminui, o que contribui para uma melhor comunicação entre colaboradores e consequentemente melhor andamento ao trabalho, diz Dr. Mauro.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, no Brasil, em 2019, os beneficiários de planos de saúde realizaram cerca de 29 milhões de procedimentos relacionados ao cuidado em saúde mental - um crescimento de aproximadamente 167% em relação ao número realizado em 2011.
Dr. Mauro explica como manter o equilíbrio e a saúde mental. Ele diz que é preciso primeiramente saber delegar tarefas e não concentrar todas as responsabilidades em você.

“Também é preciso saber respeitar os horários de trabalho e descanso. Claro que em algum momento um dos dois vai se estender mais, mas via de regra é respeitar os horários. Pratique algum exercício físico que lhe agrade. Não é bom impor algo que não goste, e sim uma atividade que além de movimentar o corpo vai lhe proporcionar prazer”, explica.

Além disso, reforça que é necessário ter uma alimentação saudável e reservar tempo para o lazer. “Mesmo que este tempo seja totalmente ocioso, sem nada por fazer. Seja confiante e se organize. As coisas vão se encaixando”.


Janeiro Branco
A campanha Janeiro Branco foi criada em 2014 por um grupo de psicólogos de Uberlândia (MG), em alusão às tradicionais comemorações das festas de fim de ano, quando as pessoas costumam realizar balanços das ações individuais e planejar, para o próximo ciclo de 12 meses, novas resoluções e metas. De acordo com os idealizadores, de maneira simbólica, o primeiro mês do ano é reservado como uma “página em branco” para que novas práticas sejam reescritas, objetivando o bem-estar da saúde mental.

Com informações da Organização Pan-Americana da Saúde e Ministério da Saúde.

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